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Nunca pensei que me conseguisses afectar tanto com uma simples noticia. Não é nada de novo tu estares tão perto de mim e quereres combinar algo. Mas a verdade é que há algo de novo na minha cabeça. Isso mesmo. Não sei se é só na minha imaginação, não sei se sentes o mesmo, mas eu já estava decidida em deixar de evitar o que anda para acontecer há que tempos. Mas apanhaste-me desprevenida. Nunca imaginei que adiantasses a tua vinda e, por isso, estou aqui num completo estado de ansiedade só por saber que cá estas.
A verdade é que, por mais que sinta vontade de arriscar, as minhas inseguranças deixam-se sempre de pé atrás. Será que és mesmo como aparentas ser?
Eu sei que vai ser muito difícil. Eu sei que vão haver momentos em que eu vou querer voltar atrás e em que vou pensar no quanto eu fui estúpida. Mas, bem lá no fundo, eu sei que é o melhor para mim. Amo-te, apesar de tudo.
 Ao ver esta imagem só consegui pensar no quanto é verdade. Ok, é um bocado exagerado mas a verdade é que é isto que nós fazemos na realidade: entregamos o nosso coração a alguém, acreditando que esse alguém nunca há-de magoá-lo. Infelizmente, a verdade é que isso acaba por acontecer, o tal alguém por "premir o gatilho" e nós, "que tínhamos a arma apontada à cabeça", acabamos por "morrer", mesmo que seja só por dentro.
Não imaginas o gozo que me dá ver o quanto desejas, pelo menos, falar comigo; o quanto gostas de olhar para mim e ver que já não sou aquela rapariga com quem outrora brincaste.É verdade, o tempo muda as pessoas, bem como as suas vivências. E foi exactamente isso que aconteceu comigo. A verdade é que podes até não ter feito muitas coisas (que eu saiba) mas as que fizeste foram suficientes para eu entender que, por mais que começasse a gostar de ti, estava bem melhor longe de ti e da tua influência sobre mim. E sim, não vou mentir-te e dizer que, por momentos, já não me arrependi de tudo o que houve entre nós. Mas isso não teria acontecido se tu não tivesses feito tudo o que fizeste. E também não vou dizer que não gostava de conseguir ter uma conversa minimamente decente contigo; que não gostava de não passar por ti como se fosses um perfeito desconhecido; que não gostava que o ambiente não fosse tão estranho cada vez que estamos próximos. Mas sabes, ainda acredito que um dia vais ter a coragem de voltares a meter-te comigo e, nesse dia, acredita: nós vamos ter a conversa mais franca que já tivemos até hoje e aí sim, eu vou encerrar o capítulo "nós".
E se a atracção volta? E se começamos a pensar que existe algo onde, na verdade, não existe? E se ficamos cheios de dúvidas e acabamos por estragar tudo? É disso que tenho medo. Tenho medo de magoar-te outra vez. Tenho medo de pensar que sinto algo que não sinto. Tenho medo que te enganes outra vez, como já aconteceu. Tenho medo de perde-lo por tua causa. Tenho medo que a nossa amizade fique demasiado esquisita e que acabemos por concordar que, para nosso bem, é melhor afastar-nos.
Tenho medo do que possa vir a acontecer.
E ainda estou completamente fascinada por ele ter-me chamado amor, pessoalmente, e pela primeira vez. É tão bom quando estas pequenas coisas, por mais insignificantes que sejam à primeira vista, nos deixam mais do que felizes! Como eu te amo, meu amor.

Ainda me lembro de quando pensava mais ou menos assim. Os rapazes eram meros companheiros de brincadeira e, por vezes, sacos de pancada (sim, eu era um bocado, vá muito, violenta, principalmente quando me chegava a pimenta ao nariz). Contudo, de há uns anos para cá tudo mudou. Comecei a reparar neles com outros olhos, o que é normal. Deixaram de ser simples amigos e passaram a ser potenciais namorados. Possiveis causas de sofrimento e de tristeza claro. Lembro-me de, em tempos de sofrimento amoroso, pensar quinhentas vezes para mim própria: eu estava tão bem quando só queria saber de futebol e de bonecas. Mas a verdade é que os rapazes podem ser a maior fonte de problemas, mas também podem ser a maior fonte de felicidade, pelo menos nesta fase da vida.